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Tratamento de insuficiência mitral com MITRACLIP demonstra bons resultados mesmo em pacientes frágeis

Estudo publicado este mês no JACC: Cardiovascular Interventions demonstrou que o tratamento da insuficiência mitral por cateterismo utilizando o dispositivo mitraclip foi seguro e eficaz em pacientes considerados frágeis (alto risco cirúrgico) e semelhente aos resultados obtidos em pacientes de menor risco.

Os achados são muito importantes pois demonstram que a técnica pode ser aplicada nesta população especial de pacientes que até então eram mantidos em tratamento clínico apesar dos resultados pouco animadores. Além de resultados semelhantes a pacientes menos frágeis ficou demosntrado no estudo uma significativa melhora da qualidade de vida e da capacidade de exercer atividades da vida cotidiana.

A insuficiência mitral é uma doença extremamente frequente e quando grave necessita de intervenção cirúrgica por causar vazamento em uma das válvulas do coração e sintomas especialmente de falta de ar.

 

Mais informações em:

http://www.drdiegogaia.com.br/insuficiencia-mitral

 

Fonte: 

Metze C, Matzik AS, Scherner M, et al. Impact of frailty on outcomes in patients undergoing percutaneous mitral valve repair. J Am Coll Cardiol Intv. 2017;Epub ahead of print.

Arnold SV. Frail elderly—the ideal patients for MitraClip. J Am Coll Cardiol Intv. 2017;Epub ahead of print.

Respect Trial demonstra segurança e eficácia do fechamento do FOP (forame oval patente)

 

              Este mês foram publicados no New England Journal of Medicine os resultados do RESPECT Trial. Este grande estudo demonstrou a segurança e a eficácia do fechamento do forame oval patente por técnica percutânea (cateterismo).

              O estudo demonstrou que no seguimento de longo prazo (13 anos em 5810 pacientes) o fechamento por cateterismo foi mais seguro que apenas a antiagregação plaquetária sendo capaz de reduzir o índice de novo AVC (acidente vascular cerebral) e reduzir a mortalidade.

              O fechamento do forame oval reduziu em 62% a chance de um novo AVC. Também ficou demonstrado 0% de complicações de erosão aórtica, do dispositivo ou trombo. O estudo confirma resultados de estudos menores previamente publicados e é o primeiro a apresentar dados de tão longo prazo.

              Vale ressaltar que a indicação de fechamento do forame oval patente deve ser discutida com seu médico e somente deve ser realizada após avaliação cuidadosa e detalhada.

 

Mais informações sobre a técnica em: http://www.drdiegogaia.com.br/o-que-e-forame-oval-patente

 

Fonte: Saver JL, Carroll JD, Thaler DE, et al. Long-term outcomes of patent foramen ovale closure or medical therapy after stroke. N Engl J Med 2017; 377: 1022-32.

FDA aprova o uso de válvula transcateter em pacientes de risco intermediário

Válvula TranscateterO FDA (a agência de regulação de produtos médicos americana) aprovou o uso das válvulas transcateter em pacientes de risco intermediário candidatos a substituição/troca da válvula aórtica.

Isso significa que pacientes com risco de ao menos 3% (de morte no procedimento) já possuem autorização para realização da troca valvar aórtica pela técnica transcateter. Anteriormente esta tecnologia estava reservada para pacientes de alto risco ou considerados inoperáveis.

Esta notícia certamente significa que um maior número de pacientes poderá ser beneficiar desta técnica inovadora e menos invasiva. Estas informações foram baseadas em grandes estudos multicentricos que comprovaram a segurança e a eficácia do procedimento nestes pacientes.

http://www.fda.gov/NewsEvents/Newsroom/PressAnnouncements/ucm517281.htm?source=govdelivery&utm_medium=email&utm_so

Agência Européia (CE Mark) aprova o uso de válvula transcateter em pacientes de risco intermediário

A agência de regulação européia para produtos de saúde (CE Mark) aprovou o uso das válvulas transcateter em pacientes de risco intermediário candidatos a substituição/troca da válvula aórtica.

A partir de agora pacientes considerados de risco intermediário (risco de 3% de morte quando submetidos a uma cirurgia convencional) podem ser operados de estenose aórtica por técnica minimamente invasiva transcateter.

Certamente isso representa um enorme avanço baseado em achados de grandes estudos que comprovaram a eficácia e segurança da técnica neste grupo de pacientes.

Assim uma grande quantidade de pacientes pode agora se beneficiar desta técnica anteriormente restrita a pacientes considerados de alto risco para a troca valvar aórtica convencional ou inoperáveis.

http://newsroom.medtronic.com/phoenix.zhtml?c=251324&p=irol-newsArticle&ID=2191458